Tabelas de Medidas e Trocas no segmento de Moda

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Sua marca atua com Moda e tem um e-commerce? Tem sofrido com altas taxas de trocas e devoluções? Neste artigo vamos discutir ações, como as tabelas de medidas, para melhorar estas taxas no seu e-commerce e na sua operação com os marketplaces.

Conhecer os motivos das trocas e devoluções de seus clientes e trabalhar estratégias com este conhecimento é importante para aumentar a conversão, reduzir gastos logísticos e evitar a frustração dos clientes.

A raiz dos problemas

A falta de padrões de medidas em confecções de roupas femininas é o principal desafio enfrentado pela indústria da moda. A ausência de um padrão em numeração e modelagem tornou-se um problema tanto para consumidores quanto para o varejista, que acaba enfrentando problemas sérios de troca e devolução, o que aumenta seu custo de operação, além de afetar a reputação da marca e frustrar os clientes. Os muitos biotipos corporais das mulheres brasileiras fazem com que exista muita variação de tamanho em roupas de diferentes marcas.

Por conta da falta de um padrão, as indústrias da moda adaptam suas peças de acordo com o tipo físico do seu público-alvo. Muitas marcas criam o seu próprio padrão de medidas, montando a sua própria tabela e, assim, aumentando a variação da modelagem e das medidas.

Além disso, quando lidamos com o mercado internacional, o problema piora. As roupas asiáticas, por exemplo, têm modelagens menores do que as Brasileiras ou Europeias. Ao trabalhar com estas mercadorias, é importante ter em mente que às vezes um tamanho P chinês pode ser o mesmo que um PP brasileiro, e saber repassar isso aos clientes.

“Se você vende roupas fabricadas na Ásia e não se preocupa em converter os tamanhos das roupas, é bem provável que os seus clientes acabem comprando itens de tamanhos inadequados. E, se eles por acaso comprarem um produto e receberem um outro bem maior ou bem menor do que o esperado, certamente ficarão confusos e chateados – e não estarão dispostos a comprar novamente na sua loja.” (ROACH, Andrew. 2018).

E nos marketplaces?

Nos marketplaces isso ainda não foi resolvido da melhor maneira possível com os lojistas. E mais, ainda há outros fatores que podem piorar a experiência do consumidor final.

Como várias marcas correm para incluir suas novas coleções nos marketplaces, acabam deixando por conta do próprio marketplace esta atenção aos tamanhos através das tabelas de medidas. Os marketplaces, em geral, tem esta funcionalidade de forma genérica, então grande parte das marcas ficam descobertas com relação a isso. Pouquíssimos tem trabalhado isso de uma forma interessante.

As Tabelas de Medidas são a solução!

Sabendo destes problemas, há iniciativas no Brasil que buscam criar padrões de medida nacionais. Em 2009, a norma NBR-15800 instituiu o padrão brasileiro para roupas infantis e em 2012 a norma NBR-16060 fez o mesmo com as peças masculinas. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), junto ao SENAI-CETIQ, também vem estudando a criação de um padrão nacional para roupas femininas há alguns anos.

As empresas que adotaram estas normas passaram a indicar na etiqueta, além do tamanho, o biotipo da pessoa para qual a peça foi feita. As vantagens foram percebidas pelos consumidores, que passaram a ter mais confiança ao comprar um artigo de roupa pela internet, evitando trocas constantes.

Entretanto, é importante considerar que, mesmo com a criação de um padrão nacional de tamanho, as lojas que revendem roupas de marcas estrangeiras continuarão com problemas de padronização, pois estas peças também possuem dimensões variadas.

Mas, enquanto a padronização ainda não é uma realidade por completo, sua marca precisa ser criativa ou trabalhar com o que já existe. Uma das saídas é trabalhar com excelência as tabelas de medidas na sua loja:

  1. Utilize medidas do tipo “corpo” e não do tipo “peça”

Nas medidas do tipo “peça”, o comprador tenta fazer uma comparação direta, sem considerar caimento, estilo, elasticidade ou textura. Já nas medidas do tipo “corpo”, a assertividade da compra é maior pois são medidas da modelagem de corpo que a marca usou para projetar aquela peça.

  1. Mostre as medidas necessárias apenas para aquele produto

Não utilize uma tabela genérica e única para o e-commerce todo, com todas as medidas possíveis aplicáveis em qualquer produto. Facilite a vida do cliente. Inclua ou vincule a tabela aplicável para aquele produto em questão, mesmo que para isso seja preciso criar uma nova tabela apenas com uma medida a mais, aplicável apenas àquele produto.

  1. Ajude o cliente a entender as próprias medidas

Uma boa tabela de medidas possui a explicação do que cada medida representa no corpo do cliente. Utilize imagens, diagramas, e até aplicativos de serviços que disponibilizam a criação destas tabelas de forma especialista.

Guia de Tamanhos

  1. Disponibilize uma fita métrica para seu cliente

Há casos onde o cliente não tem à disposição algo com que se medir. Por isso, ofereça uma opção de download de uma fita métrica para que o mesmo possa imprimir e monta-la, conseguindo tirar as próprias medidas de forma fácil.

  1. Converta os tamanhos e medidas diretamente nas páginas de descrição dos produtos

Se você revende roupas de marcas de outros países, converta os tamanhos e medidas dos seus produtos ao fornecer as tabelas.

Entre em contato com os seus fornecedores e fabricantes. Eles provavelmente já possuem uma tabela com as medidas que utilizam, ou até uma tabela com a conversão dos tamanhos pronta.

Caso seu fornecedor ou fabricante não possui as tabelas de conversão, procure um outro lojista que venda o mesmo produto em outras plataformas, e verifique se ele já incluiu as medidas brasileiras nas descrições de produto.

Qual a solução nos marketplaces?

Há alguns marketplaces que já permitem o cadastro de tabelas de medidas e seu vínculo específico com cada oferta. Este é o modelo ideal de funcionamento.

Do outro lado, algumas marcas, por falha do marketplace em não ter a funcionalidade das tabelas de medidas, resolve enviar a tabela de medidas como uma das fotos em cada produto. Isso, apesar de resolver o problema de certa forma (quando a marca foi a primeira a chegar no marketplace), afeta o próprio anúncio, pois os marketplaces tem limites de quantidade de imagens e isso acaba limitando a divulgação do produto.

Se o marketplace não possui esta funcionalidade, crie especificações/atributos que possam estar expostos para facilitar a vida do comprador!

De outra forma, se o seu produto já estava cadastrado no marketplace quando você começou a vendê-lo, converse com o marketplace para que eles possam melhorar a ficha técnica do produto.

Um bom Hub de Marketplace deve permitir que você crie as tabelas de medidas e faça o vínculo com cada oferta, em massa ou individual. Além disso, deve permitir-lhe trabalhar com as especificações de forma fácil, para os casos em que o marketplace não possui esta função, seja possível contorna-la.

Assim, você pode diminuir o número de perguntas, devoluções por problemas com os tamanhos, aumentar a credibilidade da sua marca, e aumentar ainda mais as suas vendas, mesmo no mercado da Moda, em que a padronização ainda não é realidade.

 

Você resolve este problema de outra forma? Comente em nosso post!

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Veja também como a Hub2b trabalha com as tabelas de medida NESTE ARTIGO.

 

Referências:

[Mercado Livre]
[Sizebay]
[Ecommerce Brasil]
[Oberlo]
[Sebrae]
[Audaces]
[Moda Pé no Chão]

 

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